sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O ator / diretor Vincent D'Onofrio chega em Savannah para festival de cinema Vincent D'Onofrio chega em Savannah para festival de cinema





Publicado em: 02 de novembro de 2010 - 11:19 pm | Atualizado em: 3 de novembro de 2010 - 09h52 Por Sickler Linda
Vincent D'Onofrio não participa de muitos festivais de cinema, mas ele fez uma exceção para o de Savannah.

"Eles disseram que queriam meu trablho de cinema, por isso aqui estou", disse terça-feira na Casa Marshall.

D'Onofrio divulga o filme "Don't Go in the Woods" falou sobre o cronograma para uma seleção na terça à noite. "Eu lhes disse que faria tudo que eles precisavam", disse ele.

Isso inclui reunião com Savannah College of Art e Design com alunos. D'Onofrio planeja participar SCAD cinema e televisão uma reunião com professor Michael Chaney de café para conversar sobre cinema, e ele também espera para falar com uma classe.

D'Onofrio voou em Savannah na terça-feira e vai ficar até quinta-feira. Com ele, esta sua filha, Leila, 18 anos, que disse que seu pai é "um divertimento, o pai legal."

"Ele é como uma criança grande", disse Leila. "Ele é o único que me obrigou a jogar jogos de vídeo e não o contrário."

Muito pai de família, D'Onofrio disse que não faz muita confraternização.

"Tenho três filhos, com idades entre 2, 10 e 18, e vivemos uma vida normal em Nova York", disse ele.

Enquanto é conhecido como um ator, D'Onofrio também é diretor e produtor e dirigiu "Don't Go in the Woods". O filme é "um assustador musical sobre uma banda que vai a um bosque para gravar um álbum e torna-se mais do que eles esperavam", disse ele.

O roteiro foi escrito pelo amigo D'Onofrio, Sam Bisbee, compositor e letrista.

"Ele é um roqueiro surpreendente", disse D'Onofrio.

Um cantor em algum momento, D'Onofrio canta no filme, embora ele não viu. Sua voz é ouvida no rádio como um cantor de música country chamado George Geronimo Gerkie.



Seu pai estava envolvido no teatro , e depois de fazer alguns trabalhos de tecnologia, D'Onofrio resolveu atuar. Hoje, ele tem sido chamado de "O Homem Camaleão" por causa de sua versatilidade.

"Quando eu tinha 18 anos, percebi que queria ser um ator", disse D'Onofrio. "Fiquei muito confiantes de estar no palco."

D'Onofrio estudou no Actors Studio e da American Teatro Stanislavski, estreando no palco na Broadway "Open Admissions" em 1984. Ele passou a fazer várias peças antes que ele foi lançado como "PVT. Pyle" no filme de Stanley Kubrick Vietnã, "Full Metal Jacket".

O filme foi a sua interrupção na carreira, e D'Onofrio ganhou quase 70 quilos para interpretar um recruta que quer ser um fuzileiro naval, mas não pode manter-se durante o treinamento básico. Em uma cena particularmente angustiante e dolorosa, ele é severamente espancado por colegas recrutas e torna-se mentalmente desequilibrado.

Esse papel continua a ser favorito D'Onofrio. "É por isso que eu estou aqui", disse ele. "Eu não parei de trabalhar desde que".

Ao longo dos anos, D'Onofrio já apareceu em filmes como "Mystic Pizza", "Dying Young", "JFK" e "Homens de Preto". Ele fez um extenso trabalho na televisão, e em 2001, ele assumiu o papel de detetive Robert Goren, a personagem principal de "Law & Order:. Criminal Intent"

O show foi bem sucedida, mas D'Onofrio prefere filme. "A televisão é um trabalho muito árduo", disse ele. "O cinema é como um período de férias.

Para os jovens que querem entrar na indústria cinematográfica, D'Onofrio tem alguns conselhos: "A perseverança é tudo Você tem que ser capaz de lidar com a rejeição.."

D'Onofrio tem uma cineasta em casa, Leila planeja formar-se em cinema da New York University.

"Você tem que ser capaz de dizer, 'Isto é o que vou fazer e nada vai me parar'", disse D'Onofrio.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Nascido para Matar





(Full Metal Jacket, 1987)
• Direção: Stanley Kubrick
• Roteiro: Stanley Kubrick (roteiro), Gustav Hasford (romance / roteiro), Michael Herr (roteiro)
• Gênero: Drama/Guerra
• Origem: Estados Unidos
• Duração: 116 minutos
• Tipo: Longa-metragem


Trailer
• Sinopse: Nascido para Matar é um dos mais interessantes filmes sobre a Guerra do Vietnã já lançados. Dividido em dois segmentos distintos - o treinamento dos soldados e a guerra em si - este penúltimo trabalho de Kubrick como diretor explora as loucuras da guerra (principalmente através da figura do Sargento Hartman) e o que ela provoca na mente das pessoas. Um relato frio e quase desumano.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

DOIS PESOS

Maria Rita Kehl - O Estado de S.Paulo
Este jornal teve uma atitude que considero digna: explicitou aos leitores que apoia o candidato Serra na presente eleição. Fica assim mais honesta a discussão que se faz em suas páginas. O debate eleitoral que nos conduzirá às urnas amanhã está acirrado. Eleitores se declaram exaustos e desiludidos com o vale-tudo que marcou a disputa pela Presidência da República. As campanhas, transformadas em espetáculo televisivo, não convencem mais ninguém. Apesar disso, alguma coisa importante está em jogo este ano. Parece até que temos luta de classes no Brasil: esta que muitos acreditam ter sido soterrada pelos últimos tijolos do Muro de Berlim. Na TV a briga é maquiada, mas na internet o jogo é duro.

Se o povão das chamadas classes D e E - os que vivem nos grotões perdidos do interior do Brasil - tivesse acesso à internet, talvez se revoltasse contra as inúmeras correntes de mensagens que desqualificam seus votos. O argumento já é familiar ao leitor: os votos dos pobres a favor da continuidade das políticas sociais implantadas durante oito anos de governo Lula não valem tanto quanto os nossos. Não são expressão consciente de vontade política. Teriam sido comprados ao preço do que parte da oposição chama de bolsa-esmola.

Uma dessas correntes chegou à minha caixa postal vinda de diversos destinatários. Reproduzia a denúncia feita por "uma prima" do autor, residente em Fortaleza. A denunciante, indignada com a indolência dos trabalhadores não qualificados de sua cidade, queixava-se de que ninguém mais queria ocupar a vaga de porteiro do prédio onde mora. Os candidatos naturais ao emprego preferiam viver na moleza, com o dinheiro da Bolsa-Família. Ora, essa. A que ponto chegamos. Não se fazem mais pés de chinelo como antigamente. Onde foram parar os verdadeiros humildes de quem o patronato cordial tanto gostava, capazes de trabalhar bem mais que as oito horas regulamentares por uma miséria? Sim, porque é curioso que ninguém tenha questionado o valor do salário oferecido pelo condomínio da capital cearense. A troca do emprego pela Bolsa-Família só seria vantajosa para os supostos espertalhões, preguiçosos e aproveitadores se o salário oferecido fosse inconstitucional: mais baixo do que metade do mínimo. R$ 200 é o valor máximo a que chega a soma de todos os benefícios do governo para quem tem mais de três filhos, com a condição de mantê-los na escola.

Outra denúncia indignada que corre pela internet é a de que na cidade do interior do Piauí onde vivem os parentes da empregada de algum paulistano, todos os moradores vivem do dinheiro dos programas do governo. Se for verdade, é estarrecedor imaginar do que viviam antes disso. Passava-se fome, na certa, como no assustador Garapa, filme de José Padilha. Passava-se fome todos os dias. Continuam pobres as famílias abaixo da classe C que hoje recebem a bolsa, somada ao dinheirinho de alguma aposentadoria. Só que agora comem. Alguns já conseguem até produzir e vender para outros que também começaram a comprar o que comer. O economista Paul Singer informa que, nas cidades pequenas, essa pouca entrada de dinheiro tem um efeito surpreendente sobre a economia local. A Bolsa-Família, acreditem se quiserem, proporciona as condições de consumo capazes de gerar empregos. O voto da turma da "esmolinha" é político e revela consciência de classe recém-adquirida.

O Brasil mudou nesse ponto. Mas ao contrário do que pensam os indignados da internet, mudou para melhor. Se até pouco tempo alguns empregadores costumavam contratar, por menos de um salário mínimo, pessoas sem alternativa de trabalho e sem consciência de seus direitos, hoje não é tão fácil encontrar quem aceite trabalhar nessas condições. Vale mais tentar a vida a partir da Bolsa-Família, que apesar de modesta, reduziu de 12% para 4,8% a faixa de população em estado de pobreza extrema. Será que o leitor paulistano tem ideia de quanto é preciso ser pobre, para sair dessa faixa por uma diferença de R$ 200? Quando o Estado começa a garantir alguns direitos mínimos à população, esta se politiza e passa a exigir que eles sejam cumpridos. Um amigo chamou esse efeito de "acumulação primitiva de democracia".

Mas parece que o voto dessa gente ainda desperta o argumento de que os brasileiros, como na inesquecível observação de Pelé, não estão preparados para votar. Nem todos, é claro. Depois do segundo turno de 2006, o sociólogo Hélio Jaguaribe escreveu que os 60% de brasileiros que votaram em Lula teriam levado em conta apenas seus próprios interesses, enquanto os outros 40% de supostos eleitores instruídos pensavam nos interesses do País. Jaguaribe só não explicou como foi possível que o Brasil, dirigido pela elite instruída que se preocupava com os interesses de todos, tenha chegado ao terceiro milênio contando com 60% de sua população tão inculta a ponto de seu voto ser desqualificado como pouco republicano.

Agora que os mais pobres conseguiram levantar a cabeça acima da linha da mendicância e da dependência das relações de favor que sempre caracterizaram as políticas locais pelo interior do País, dizem que votar em causa própria não vale. Quando, pela primeira vez, os sem-cidadania conquistaram direitos mínimos que desejam preservar pela via democrática, parte dos cidadãos que se consideram classe A vem a público desqualificar a seriedade de seus votos.

http://www.estadao.com.br

Vincent D'Onofrio Interview at 2010 Woodstock Film Festival

terça-feira, 5 de outubro de 2010